Carlo Acutis tinha apenas 15 anos quando uma leucemia agressiva interrompeu sua vida.
Mas aquilo que parecia ser o fim... seria o começo de uma história que atravessaria o mundo e agora os séculos.
Nesta segunda parte, você vai conhecer os últimos dias de Carlo, o milagre ocorrido no Brasil que abriu o caminho para sua beatificação
o segundo milagre reconhecido pela Igreja e o momento histórico em que ele foi proclamado santo.
E existe um detalhe impressionante:
mesmo diante da doença e da proximidade da morte, Carlo continuou colocando Jesus no centro de tudo e da sua vida.
Se você ainda não leu à primeira parte desta história, eu recomendo que veja depois. O link está aqui
Mas fique comigo agora, porque é justamente neste ponto que a história de São Carlo Acutis se torna ainda mais extraordinária.
Em outubro de 2006, sua vida mudou rapidamente...
Ele foi internado no hospital com suspeita de uma gripe ou caxumba, mas descobriu que estava com leucemia mieloide aguda (tipo M3), uma doença grave e fulminante.
Carlo naquele dia recebeu o diagnóstico de uma forma agressiva de leucemia.
Sua saúde piorou em poucos dias e decidiram ir ao hospital.
Ao chegar ao hospital, Carlo Acutis disse à sua mãe: “Mãe, daqui não sairei vivo” “Eu não saio vivo daqui; prepare-se”
Mesmo sabendo que não voltaria para casa, ele manteve a calma e ofereceu seus sofrimentos pelo Papa e pela Igreja
Da entrada ao hospital São Gerardo de Monza até a sua morte, passaram-se quatro dias de grande agonia e heroicidade. Apesar dos sofrimentos graves, Carlo dizia aos enfermeiros: “Há gente que está pior”. Além disso, não permitia que acordassem a sua mãe, a fim de poupá-la daquela via dolorosa. Antes de morrer, às 6h45min do dia 12 de outubro de 2006, Carlo pediu os últimos sacramentos e confessou alegremente: “Eu estou feliz de morrer porque vivi a minha vida sem perder nenhum minuto em coisas que não agradam a Deus”.
Tinha apenas 15 anos...
Como devoto de São Francisco, Carlo pediu que seu corpo fosse enterrado na cidade de Assis. Era um gesto coerente, pois Carlo tinha imitado várias das virtudes
Mas sua história estava apenas começando a alcançar o mundo.
Anos depois, a Igreja reconheceu um milagre atribuído à sua intercessão no Brasil.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o menino Matheus Vianna sofria de uma grave anomalia no pâncreas.
Após orações e o contato com uma relíquia de Carlo, ocorreu uma cura considerada inexplicável e posteriormente analisada e reconhecida pela Igreja.
Esse milagre abriu caminho para sua beatificação, celebrada em Assis, em 10 de outubro de 2020.
Mas ainda haveria outro capítulo.
Em 2022, a jovem costarriquenha Valeria Valverde sofreu um gravíssimo acidente de bicicleta em Florença.
Ela teve traumatismo craniano severo e seu estado era extremamente grave e só um milagre poderia salva sua vida.
Sua mãe foi até o túmulo de Carlo, em Assis, e pediu sua intercessão.
A recuperação que se seguiu foi reconhecida pela Igreja e pelos médicos como milagrosa.
Em 23 de maio de 2024, o Papa Francisco autorizou o reconhecimento desse segundo milagre.
O caminho para a canonização estava aberto.
A cerimônia havia sido inicialmente marcada para abril de 2025, mas foi suspensa após a morte do Papa Francisco.
Meses depois, o Papa Leão XIV anunciou a nova data.
E em 7 de setembro de 2025, diante de milhares de fiéis! na Praça de São Pedro, Carlo Acutis foi proclamado santo da Igreja Católica.
Um adolescente da geração da internet estava oficialmente inscrito entre os santos.
Sua mãe, Antonia, resumiu de forma belíssima aquilo que deseja que aconteça com toda essa devoção:
Carlo deve ser uma ponte para chegar a Jesus.
E talvez seja justamente essa a maior importância de São Carlo para a juventude atual.
Ele não ensina os jovens a fugir do século XXI.
Carlo se santificou na defesa da fé da Igreja, na ajuda aos seus amigos, na sua doação generosa a todos os que necessitavam, e muitos se lembram dele como uma presença luminosa. Tratou-se de um verdadeiro “anjo de Deus”, que se recusou a ser uma fotocópia das coisas do mundo, para viver a originalidade da sua filiação divina. Daí a sua famosa frase: “Todos nascem originais, mas muitos morrem como fotocópias”. Ele havia aprendido a grande lição do cristianismo, a qual repetia insistentemente: “A tristeza é um olhar voltado para si mesmo; a felicidade é o olhar voltado para o céu”. Que o seu testemunho luminoso ajude-nos a ter esse mesmo olhar para o Céu.
Em grandes eventos católicos, esse espírito também aparece quando celulares e meios digitais são apresentados a Deus, pedindo que sejam usados para o bem e para a evangelização.
Em 2025, por exemplo, a Arquidiocese de Vitória documentou um momento em que fiéis ergueram seus celulares para receber uma bênção, assumindo simbolicamente o compromisso de usar aqueles aparelhos a serviço da fé, da verdade e da paz.
E no PHN também 2025, promovido pela Canção Nova, Carlo também foi apresentado à mais de 200 mil jovem como testemunho de santidade no mundo digital e de pureza no uso das redes sociais.
Talvez essa seja uma pergunta que Carlo faria a nós hoje:
O que está saindo do seu celular te aproxima ou aproxima alguém de Deus?
Ou apenas aumenta o barulho?
São Carlo dizia:
“Não eu, mas Deus.”
E também:
“A tristeza é o olhar voltado para si mesmo; a felicidade é o olhar voltado para Deus.”
Ele teve apenas 15 anos para viver nesta terra.
Mas entendeu cedo aquilo que muitos passam uma vida procurando.
Não é preciso abandonar sua juventude para ser santo.
Não é preciso fugir da tecnologia.
Não é preciso esperar ficar mais velho.
É preciso colocar Deus no centro.
E transformar aquilo que você já tem nas mãos em caminho para o céu.
São Carlo Acutis, rogai por nós!
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